Team Topologies
- Mary Ballesta
- 2 de nov. de 2025
- 3 min de leitura

Team Topologies: A Nova Face da Agilidade Empresarial
Em um mundo onde a tecnologia se reinventa a cada dia, a forma como organizamos times dentro das empresas precisa mudar também. Durante muito tempo, falamos de agilidade como métodos, frameworks e cerimônias — mas a verdade é que não adianta ter um Scrum impecável se sua estrutura organizacional trava a colaboração, cria silos e torna tudo mais lento.
É aí que entra o Team Topologies: uma abordagem moderna, que reposiciona a agilidade em um novo patamar. Não se trata mais de “fazer agile” dentro de um modelo antigo, mas sim de redesenhar como os times se organizam para entregar valor com propósito, foco e saúde organizacional.
Mais do que um livro, Team Topologies é a evolução natural da agilidade empresarial. Vamos destrinchar isso?
1. Quatro tipos de times — Uma nova lógica de trabalho
Matthew Skelton e Manuel Pais, criadores do Team Topologies, propõem que toda empresa que quer escalar de forma ágil deve operar com quatro tipos de times, cada um com um papel claro e estratégico:
Stream-aligned Team: Focado em um fluxo de valor ou produto específico. Tem autonomia total para evoluir, aprender e entregar — é a linha de frente do valor.
Enabling Team: Atua como um “catalisador” de conhecimento, ajudando outros times a superar barreiras técnicas ou explorar tecnologias emergentes.
Complicated Subsystem Team: Cuida de partes altamente complexas do sistema, onde é necessário um nível profundo de especialização.
Platform Team: Fornece ferramentas, APIs e componentes reutilizáveis para dar escala aos demais times — uma espécie de motor silencioso da eficiência.
Em vez de empilhar squads ou criar organogramas rígidos, essa estrutura é fluida, evolutiva e alinhada ao fluxo real de valor. Ela resolve um dos maiores desafios das empresas em transformação: como crescer sem perder a leveza.
2. Interações intencionais são o novo “agile mindset”
Se há algo que Team Topologies deixa claro é que organizar times é tão importante quanto organizar o trabalho. Isso significa que entrar em “modo colaboração” ou “modo serviço” não é aleatório — é parte do design organizacional.
As três formas de interação entre times são:
Colaboração (working together): Quando dois times precisam resolver algo em conjunto por um período limitado.
Facilitação (guidance): Quando um time ajuda outro a aprender ou remover bloqueios.
X as a Service (serviço contínuo): Quando um time oferece algo pronto para uso de outros times.
Esse nível de clareza reduz fricções desnecessárias, otimiza o tempo dos times e cria uma cultura onde a comunicação não é um “plus”, mas parte do produto.
3. Por que Team Topologies é a nova forma de agilidade?
Porque ele move o foco de processo para estrutura. Onde métodos como Scrum ou Kanban se concentram em como o trabalho flui dentro do time, o Team Topologies se preocupa com como os times se conectam entre si — algo vital em ambientes complexos, distribuídos e de rápido crescimento.
Ele assume que:
A agilidade empresarial depende de autonomia de times bem desenhada
Organizações são sistemas vivos que precisam se adaptar com velocidade
Evoluir cultura e tecnologia é inseparável de evoluir a estrutura organizacional
Assim, o Team Topologies vira o mapa que faltava: uma forma de desenhar agilidade, não só de praticá-la.
4. Como começar
Mapeie o fluxo de valor da sua empresa: Isso ajuda a entender onde estão os gargalos e quais times devem nascer ou se redesenhar.
Invista em plataformas internas para reduzir dependências.
Trabalhe com interações claras entre os times.
Revisite continuamente seu design organizacional — agilidade não pode morrer na gaveta do organograma.
Se você está envolvido em transformação digital — especialmente em setores como financeiro, bancário ou corporativo — o Team Topologies oferece uma nova lente. Uma forma de fazer com que a agilidade deixe de ser um “projeto” e se torne parte da essência organizacional, conectando estratégia, tecnologia e pessoas.
Que tal explorar isso juntos? Deixe seu comentário ou me mande uma mensagem. Vamos evoluir a forma de trabalhar — sem perder de vista o impacto humano no caminho.



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